Você já parou para pensar como seria chato chamar uma pessoa pelo seu nome formalzinho e completo toda vez que fosse falar com ela? Para ser mais veloz, a gente costuma “alterar” os nomes de pessoas próximas da gente — às vezes, diminuindo, como “Malu” (de Maria Luísa), e, às vezes, associando características físicas ou emocionais, como “galego” (alguém de cabelo loiro).

Quando eu era mais molequinho, minha mãe sempre dizia “Menino, não bota apelido nozôto, que isso é feio”. Nunca lhe perguntei o motivo de ser feio apelidar outra pessoa, claro que não queria levar uma lapada na orelha, né não?

Até que um dia, fui comprar pão lá na venda do Seu Biu e a dúvida entrou na minha cabeça. Eu até tentei perguntar a Seu Biu, por que ele deixava que os outros o chamassem assim. Mas a resposta que tive foi “Ah, moleque, todo Severino é Biu.”

Fonte: TripAdvisor/ Reprodução

Ah, mas é claro que não era isso que ia me convencer, né?

Descobri que há duas teorias sobre isso:

A primeira tem a ver com o sotaque do Nordeste. Tá ligado que em alguns lugares a letra “o” vira “u” e a letra “v” vira “b”? Pois então, com o tempo Severino virou Seberinu, e quando se falava rápido, se ouvia Berinu e, finalmente, Biu.

Tá cá gota!

Sendo assim, tem um pessoal que acredita que os fenômenos linguísticos (olha que nome chique, rapaz) no Nordeste conferiram aos Severinos (ou Seberinus) esse apelido tão único.

Já outras pessoas acreditam que não é nada disso. E dizem que o nosso Biu é uma adaptação do apelido norte-americano ‘Bill’ que é a diminutivo de William. Eu não sei não, viu?

E aí, tem uma história diferente sobre o danado do Biu? Conta aí pra gente nos comentários.

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