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O gênero frevo, que completou 110 anos em 2017, segue como um dos estilos mais originais da música popular brasileira e está intrinsecamente ligado ao Carnaval desde as suas origens. Oficialmente o Dia Nacional do Frevo é comemorado em 14 de setembro. Mas em Pernambuco o estilo também recebe grande homenagem no dia 9 de fevereiro. O ritmo é o preferido dos gigantescos carnavais do Recife e Olinda. Não existe carnaval sem frevo.

Não se sabe a data certa que o ritmo surgiu, mas a palavra frevo apareceu na imprensa pela primeira vez em 1907, mas sabe-se que ainda no final do século 19 o ritmo já estava nas ruas. Nomes como Nelson Ferreira, Capiba e Alex Calder ajudaram a tornar o ritmo popular. E hoje, artistas como Alceu Valença e Spok seguem reverenciando o estilo e dando novos significados.

A origem da palavra frevo veio do ferver, que se transformou em “frever”, até chegar em frevo. A princípio o ritmo só possuía batida e não tinha letras. Mas entre os anos de 1910 e 1911, o frevo já tirava muita gente do chão em Pernambuco. O ritmo que traz alegria e principalmente muito fervor acabou inspirando o nome da dança. 

Foto: Prefeitura de Olinda – Flickr

Em 2007, o frevo foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão do Iphan. No ano de 2012, o frevo: expressão artística do Carnaval de Recife foi inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.

Quem quiser conhecer mais sobre o frevo, vale a pena visitar em Recife o Paço do Frevo, que está instalado no Recife Antigo. Ele é um espaço cultural dedicado à difusão, pesquisa, lazer e formação nas áreas da dança e música do frevo.

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