Marcos Pastich

1 – Faz calor o ano todo e no verão é um inferno

É importante dizer isso da cidade mais quente do mundo, segundo quem mora na cidade. Inverno, o que é isso mesmo? Aqui esse período não existe e só serve pra deixar a cidade um caos com as chuvas. Uma observação importante é que quando você olhar algum recifense com roupa de inverno (mesmo fazendo calor) não ouse julgar, ele vai pegar um ar danado.

2 – Raincife e Hellicife

Quando chove, Raincife é expressão que o recifense costuma usar bastante, como já explicamos não temos inverno e sim chuvas nessa estação do ano, então termina alagando quase toda cidade. Mas quando o sol provoca um pouco, que não é difícil acontecer, a expressão Hellcife lidera a lista.

  1. Somos megalomaníacos

Os recifenses, em geral, são megalomaníacos.  Amamos dizer que temos o maior bloco de carnaval do mundo, qual o problema nisso, né? Até o  Guinness Book – o livro dos recordes – comprovou isso. Ah, temos a maior avenida em linha reta – Avenida Caxangá -, apesar de nunca ter sido a mais longa. Em consequência vem o maior trânsito da América Latina, maior shopping do Brasil. Quer mais? Temos até o “maior condomínio residencial da América Latina”, o Ignês Andreazza, em que os moradores defendem esse título.

4- Dizer que bolo de rolo e rocambole são a mesma coisa

Se você quer deixar estressado um recifense, é só fazer a comparação do formato semelhante de bolo de rolo e rocambole. A diferença é nítida e todo mundo que é de Recife vai defender isso e não irá admitir você comparar. Primeiro que o rocambole é feito apenas com um único pão de ló enrolado, o bolo de rolo tem pelo menos quatro lâminas finíssimas de outro tipo de massa. Que dá mais trabalho para quem vai preparar. A deliciosa sobremesa é tida como patrimônio imaterial do Pernambuco desde 2007.

5 – A maioria dos recifenses não sabem dançar frevo

É comum o turista achar que só porque você mora em Recife que sabe dançar frevo. A grande verdade é que boa parte do povo recifense não sabe dançar frevo igual os passistas, no máximo fazer o passinho da tesoura.  A gente se orgulha do símbolo pernambucano, mas saber fazer os passos é outra questão.

6 – O metrô de Recife é praticamente uma feira

Isso mesmo, no metrô é possível encontrar de tudo. Até o que não se sabe. Seja “póca”, quentinhas, fones de ouvido, água, carregadores de celular, agendas, porta identidade e muito mais. Cada dia você vai se surpreender com um produto novo sendo vendido.

7 – Pernambuquês (ou oxe)

As pessoas que vivem em Recife utilizam um dialeto próprio na comunicação, cheio de palavras e expressões peculiares e com significado próprio. Desde nosso característico “ôxe”, até expressões mais complexas como “dispense, véi” ou “canto mais limpo”, o pernambuquês é um idioma que precisa ser mais conhecido. Mas tem até dicionário específico com mais de 2.300 expressões.

8 – Visse?

Não bastasse ter um dicionário próprio, o recifense também criou a sua gramática. Um caso peculiar é o uso da palavra “visse”, muito usado no final das frases. “Agora vamos falar sobre a cena do brega recifense , visse?”

9 – Cena brega
O cenário brega do Recife é o movimento mais popular da cidade e está impregnado em todas as esferas sociais. Casas de shows e festas acontecem em bairros ricos e pobres. Quem nunca se deparou cantando os sucessos da Banda Vício Louco, do cantor Kelvis Duran e tantos outros ícones desse estilo.

10 . Praia sem banho de mar

Já falamos aqui que o calor do Recife é um inferno e dura quase o ano inteiro, então todo mundo corre para a praia. A praia de Boa Viagem é uma das mais frequentadas entre os recifenses, mas quase ninguém arrisca tomar banho por causa dos tubarões. Você vai encontrar várias placas com a mensagem “Sujeito a ataque de tubarão”. Então melhor não arriscar, certo? Mas eles gostam de praia mesmo assim e não dispensa pegar sol, tomar uma cervejinha e, claro, comer de tudo na beira mar.

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